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ArteAzul-Atelier

 

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Autores e colaboradores NetBila

Título Data Acessos
Os Incêndios em Pedrógão Grande 10 janeiro 2018 67
Blogue NetBila News 06 janeiro 2018 108
Escola Agrícola de Carvalhais, Mirandela 03 janeiro 2018 76
Convívio Mirandelense 02 janeiro 2018 96
Língua Charra 19 dezembro 2017 99
Nuno Nozelos Homenageado 16 dezembro 2017 86
Ouriços e caniços 15 dezembro 2017 41
Mosteiro (Pedrógão Grande) 15 dezembro 2017 120
"Poemas Durienses" de António Cabral 14 dezembro 2017 112
Ernesto Rodrigues 14 dezembro 2017 119
Sobre o Natal (poema) 13 dezembro 2017 104
art’expo, dezembro de 2017 10 dezembro 2017 203
"Mirandela, Outros Falares", por Ernesto Português 10 dezembro 2017 239
Presépios, em Vila Real 09 dezembro 2017 137
Exposição "Entre Pontos", de Ana Isabel Freitas 06 dezembro 2017 155
Livro "Mirandela, Outros Falares" 05 dezembro 2017 104
Encontro no Farol (IV) 27 novembro 2017 122
O Chaxoila 26 novembro 2017 138
“Ervilhada” 25 novembro 2017 129
A Tasca do Faustino (3ª parte) 25 novembro 2017 130
Encontro no Farol (III) 23 novembro 2017 164
O ArteAzul-Atelier 23 novembro 2017 144
A Tasca do Faustino (2ª parte) 23 novembro 2017 129
Cuidados e Envelhecimento 23 novembro 2017 123
Encontro no Farol (II) 22 novembro 2017 117
A Tasca do Faustino (1ª parte) 22 novembro 2017 120
Encontro no Farol (I) 21 novembro 2017 124
Bacalhau 19 novembro 2017 123
Monsenhor Eduardo Sarmento 16 novembro 2017 141
Mona Lisa 15 novembro 2017 132

Mais um Ano a Rodar

2015

Ao passar pela página Alma Lusíada, detive-me na leitura de um trabalho da responsabilidade de António Viriato que influiu no alinhavar da prosa que preparei para fazer a minha entrada no ano de 2015. E que inicio assim: Mais um ano se passou até que entramos em 2015, no passado dia 01 de Janeiro. A Júlio Cesar, imperador romano, se deve este forma de medir o tempo, tempo que passa a rodar; e tempo, também, que correndo, nós vamos um dia deixar de acompanhar ao longo desse seu rodar constante.

Mas já antes do calendário romano, sumérios, caldeus e judeus se orientavam na contagem desse tempo que Deus, sem medida, a todos nós dá. Aos egípcios se deve o 1º calendário solar, criado em meados do III milénio antes de Cristo, que como hoje tinha também 365 dias. A mudança do calendário de Júlio Cesar (100-44 em 46 a.C.), deu-se a 24 de Fevereiro de 1582 por bula do Papa Gregório XIII que assim põe termo ao calendário juliano e surge o gregoriano, logo aceite pela maior parte dos países europeus. Começando de imediato por Portugal, Espanha, Itália e Polonia.

Mas em certos casos a mudança foi mais morosa, visto que nos países onde o luterismo e o anglicanismo predominam demorou a ser aceite, exemplo da Alemanha (Baviera, Prússia e suas províncias) só em 1700, ou no Reino da Grã-Bretanha (Inglaterra, Países de Gales e Escócia), em 1752. Recorde-se que ouve casos em que a aceitação foi mesmo problemática, caso da Suécia, onde até gerou o dia 30 de Fevereiro. Também a Rússia ao aceitar se viu obrigada a eliminar 13 dias do seu calendário.

Mas ao fim de três séculos, tudo se harmonizou de modo a que em 1912, a China aprovou; em 1916, a Bulgária fez o mesmo; em 1918, foi a Rússia; a Roménia, em 1919; a Grécia, em 1923, e a Turquia, em 1926. Para essa plena aceitação global pesou o interesse económico e as trocas comerciais que hoje abrange todo a sociedade universal que neste dia da Epifania e ano de 2015 aqui desejamos viva em paz e harmonia.

Eça de Queiroz

Cartas Inéditas de Eça de Queiroz

Meu querido Oliveira Martins

Estive hontem ainda bastante  incommodado; estou agora á espera do meu Doutor; e não creio que possa ainda hoje fazer essa peregrinação de amizade a Santo Anthero e ao bom Lobo. Pois appetecia-me bem esse passeio !

Estou aborrecido com a persistencia d'este incommodo e indignado por ter descoberto que a sua causa está n'estas comidas do Hotel feitas á francesa.

Sempre a França, e a relles traducção que d'ella fazemos ! Tudo isto se deve á revolução de 89; e eu agora sempre que me dirijo ao Water-Closet, de calças na mão, vou rosnando as peores pragas contra os Encyclopedistas !

Quando voltará este desventuroso paiz á sua tradicção que é o Snr. D.João VI, o padre, o arrieiro, o bello caldo de gallinha, e o rico assado d'espeto, e o patriotico arroz de forno ! Mas não ! Querem ser liberaes,, philosophos, francezes, polidos, ligeiros... Consequencia : o paiz como tu sabes, e eu com soltura ha oito dias. Irra !

Vê se me mandas outro Friedlaender (que trate do luxo, das bellas-artes, etc.). e se fores á Povoa, dá grande abraço a querido Anthero e a velho amigo Lobo.

Teu do C. Queiroz

in Eça de Queiroz - A sua Vida e a sua Obra - Cartas e Documentos Inéditos, de António Cabral

País de Orgulho

Não se deve passar por cima da relva do jardim!

Dizia a criança para o adulto:

— Não se deve passar por cima da relva do jardim! 

Irado, retorquiu:

— Ora, ora... então os cães podem, e eu não posso, porquê?

Feita a análise da circunstância, poderá chegar-se a diferentes conclusões, o que para o caso pouco importa. No entanto o adulto terá alguma razão, atendendo à cultura democrática que tem vindo a ser implementada ao longo dos últimos anos neste país.

Terão também razão os estimados leitores, os que, não se ficando apenas pela simples observação dos títulos e parangonas, remetendo o seu interesse desassossegadamente devorador para uma leitura atenta das notícias,  ditas desportivas, devidamente acompanhadas pelas respectivas imagens / fotos tipo passe / cartazes, impressos em destaque, eventualmente a cores, substituindo assim a falta de bons conteúdos, dizia e repito, terão razão os leitores em pensar que o curto diálogo acima não passa de uma simples caricatura aos comportamentos cívicos dos cães, digo, dos donos dos cães, pois estes são de facto seres vivos, mas irracionais, incapazes por isso de avaliar a postura do seu proprietário, também este, muitas vezes incapaz de cumprir regras básicas, demonstrando desrespeito pelos próprios  animais, deixando que transeuntes, receosos, os maldigam porque perigosos alguns, consequência da avidez daqueles que fazem dos seus cães objectos de adorno, capazes de transmitir opulência e “classe” e uma condição social de acordo com parâmetros de moda e hábito ridículos. São vistos por toda a cidade, especialmente em zonas ajardinadas e de lazer, alguns seres vivos que só existem porque as suas características de opulência, de animais perigosos ou potencialmente perigosos, resultantes do cruzamento estudado entre raças, são procuradas, não fosse o tal gosto de fazer transparecer a força que falta e a energia ou potência capaz de produzir um estilo especial de efeito dominador.

Entrou em vigor em 1 de Junho de 2004 o decreto-lei respeitante às regras obrigatórias para detentores de cães perigosos ou potencialmente perigosos. As raças cão de fila brasileiro, pit bull terrier, dogue argentino, rotweiller, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier e tosa inu japonês são considerados pela portaria nº 42/2004 de 24 de Abril como animais  perigosos. Quanto às medidas de segurança especiais na circulação, os animais a que se refere este diploma não podem circular sozinhos na via pública ou em lugares públicos, devendo sempre ser conduzidos por detentor maior de 16 anos. Sempre que o detentor necessite de circular na via pública ou em lugares públicos com os animais a que se refere este diploma, deve fazê-lo com meios de contenção adequados à espécie e à raça ou cruzamento de raças, nomeadamente caixas, jaulas ou gaiolas, ou açaimo funcional que não permita comer nem morder e, neste caso, devidamente seguro com trela curta até 1 metro de comprimento, que deve estar fixa a coleira. O detentor de qualquer animal perigoso ou potencialmente perigoso fica obrigado a possuir um seguro de responsabilidade civil.

Constituem contra-ordenações puníveis pelo presidente da câmara municipal, com coima cujo montante mínimo é de 500 euros e máximo de 3.740 ou 44.890 euros, consoante se trate de pessoas singulares ou colectivas: - a falta da licença; - o alojamento de animais perigosos ou potencialmente perigosos sem que existam as condições de segurança legalmente exigidas; - a circulação de animais perigosos ou potencialmente perigosos na via pública ou em outros lugares públicos sem que estejam acompanhados de pessoa maior de 16 anos de idade ou sem os meios de contenção exigidos; - a falta de seguro de responsabilidade civil.

Constituem contra-ordenações puníveis pelo director-geral de Veterinária, com coima cujo montante mínimo é de 500 euros e máximo de 3.740 ou 44.890 euros, consoante se trate de pessoas singulares ou colectivas: - a não manutenção pelos operadores/receptores e estabelecimentos de venda de animais potencialmente perigosos dos registos de compra e venda destes animais por cinco anos; - a comercialização de animais perigosos para reprodução e criação em cativeiro, sem autorização prévia da DGV; - o treino de animais perigosos ou potencialmente perigosos tendo em vista a sua participação em lutas ou o aumento ou reforço da agressividade para pessoas, outros animais ou bens; - a falta de treino de animais perigosos ou potencialmente perigosos, ou o seu treino por treinador não certificado; - a não esterilização dos animais ou o não cumprimento de outras obrigações decorrentes deste diploma.

Em paralelo com a perigosidade, o cheiro e o resultado visível do chão da cidade, são demonstrativos da falta de educação e formação de alguns “possessos”, com todo o respeito que merece todo e qualquer ser humano.

Escancarado, o animal, aproveitando a condescendência do dono, dá largas ao natural instinto, esborratando o tapete relvado do jardim. Aquele, afastado o suficiente para sua conveniência, aproveita, olhando as estrelas, pensando, talvez, ou simplesmente não pensando.

Tanto a vertente perigosa como a da imundície são impunemente deixadas ao desleixo pelas autoridades de fiscalização a quem compete fazer cumprir a lei e as suas regras.

Pão de Ló de Vizela

Ingredientes:

 

24 gemas de ovo;

3 claras de ovo;

400 gr de açúcar;

300 gr de farinha triga (tipo 55);

200 gr de açúcar para cobertura.

 

Confecção:

 

Batem-se as gemas e as claras com açúcar até se obter um preparado quase branco. Junta-se a farinha e bate-se até ficar misturada. Deita-se a massa em formas quadradas de lata forradas com papel costaneira (grosso). Leva-se a cozer em forno quente (220 ºC). A meio da cozedura reduz-se o calor e deixa-se cozer. Estará cozido quando lhe espetar um palito e sair seco. Apaga-se o forno, deixa-se arrefecer um pouco e retira-se o papel dos lados. Com as 200 gr de acúcar e um copo de água faz-se uma calda muito forte, (112 ºC). Deixa-se amornar e depois espalha-se por cima e dos lados do pão-de-ló, com uma espátula ou colher de pau, em movimentos de vaivém, até a calda ficar opaca.

Conserve-se em local seco e, de preferência, em recipiente fechado e forrado a papel absorvente (o papel vegetal não serve).

 

in Festas e Comeres do Povo Português